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domingo, 14 de outubro de 2012

Itatira: em virtude dos animos acirrados após à eleição Juiz proibe festas não religiosas e a venda de bebidas.

                                                                       

Festas e eventos que não tenham caráter religioso, estão proibidos. Crianças e adolescentes têm hora expressa para chegar em casa e, se houver  descumprimento, serão retirados das ruas pelo Conselho Tutelar e Política Militar. Também está vedada a venda de bebida alcoólica, de segunda a quinta-feira, antes das 22 horas.

O juiz da Comarca de Itatira, Antonio Josimar Almeida Alves, publicou portaria com todas essas medidas, a fim de conter os ânimos ainda exaltados no Município após o resultado das eleições, no domingo, dia 7.

Para tomar a decisão, ele mencionou “gravíssimos atos de violência e vandalismo”, “cenas de depredação do patrimônio público e particular”, ocorrência de confronto entre militantes das coligações que disputaram eleições, “reduzido aparato policial militar”.

Repercussão
De acordo com o conselheiro tutelar de Itatira, Gustavo Ramon, a decisão foi correta. Segundo ele, há moradores e empresários que demonstram insatisfação com a portaria, mas, no geral, a população está satisfeita com a atitude do juiz, por achar que era necessária.

Na opinião da dona de casa Ana Maria Germano, 50, a decisão do juiz mantém a segurança na cidade. Como a oposição não aceita a decisão das urnas, tem havido muitas manifestações. “Até que a festa que ia haver na quinta-feira era em prol do prefeito eleito. O juiz proibiu e pronto. Ninguém se revoltou não. A população aceita”, diz.

A única preocupação dela é que a portaria vigora por 90 dias e, em novembro, haverá a festa do Município, e em dezembro, a festa de Natal. “Tem que negociar”, opina.

Também dona de casa, Maria Victor Oliveira Ferreira, 46, diz que achou foi bom o juiz o ter baixado a portaria. “O juiz só quer o bem do município”, defende.

A reportagem  tentou contato com o juiz, mas os números do fórum não foram atendidos. O secretário do juiz preferiu não dar entrevista, disse que quem deveria falar sobre o assunto seriam as autoridades. O promotor do Município também foi procurado, mas não atendeu as ligações ao celular. Os números do destacamento policial também não foram atendidos.
 
Fonte: O POVO

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