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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Operação da PF prende ex-prefeita e gestores.


Cinco pessoas, entre gestores públicos e empresários, tiveram prisão temporária decretada pela Justiça e quatro delas já estão detidas na sede da Superintendência da Polícia Federal em Fortaleza. As prisões foram resultados de uma operação realizada pela PF, em conjunto com a Receita Federal e a Controladoria Geral da União (CGU) em, pelo menos, nove Municípios do Interior. O objetivo da investigação foi o combate a desvio de dinheiro público através de fraudes em licitações.
Entre as quatro pessoas já presas pela PF está a ex-prefeita do Município de Tianguá (335Km de Fortaleza), Natália Félix Frota. Ela e mais três suspeitos foram capturados no começo da manhã em suas residências. A quinta pessoa que teve mandado de prisão temporária decretada ainda está foragida, mas seus advogados se comprometeram a apresentá-la, hoje, na PF.
Sigilo
Os nomes dos investigados estão sendo mantidos em sigilo pelas autoridades. A PF informou que as identidades dos suspeitos seriam preservados neste momento pois o processo tramita sob segredo de Justiça em Fortaleza. No entanto, na noite passada, a Reportagem confirmou a prisão da ex-prefeita de Tianguá. 
Além dos mandados de custódia temporária, a Justiça federal expediu para a operação outras 14 ordens de busca e apreensão, que também foram cumpridas na manhã de ontem. Para a deflagração da operação simultânea na Capital e no Interior, a Superintendência local da PF mobilizou um efetivo de 70 agentes, escrivães, peritos e delegados.
Cidades
Conforme o Diário do Nordeste obteve com exclusividade, a relação dos Municípios que foram ‘alvos’ da operação são os seguintes: Sobral, Tianguá, Ubajara, Granja, Uruoca, Chaval, Irauçuba, Martinópole e Cruz, todos localizados entre a Região Norte do Estado e o litoral Oeste. 
Os desvios de verbas dos cofres públicos teriam causado um prejuízo milionário à Administração Pública. Os suspeitos estão sendo investigados pela prática dos seguintes crimes; falsidade ideológica, falsificação de documentos públicos, peculato, corrupção (ativa e passiva), sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, enriquecimento ilícito, além de formação de bando ou quadrilha, conforme a PF. 
As investigações em torno do desvio do dinheiro público vinham sendo realizadas sigilosamente, a partir de levantamentos feitos pelo Ministério Público e pela própria PF. Na fase final antes da operação de ontem, os dois órgãos pediram a colaboração da Receita Federal e da Controladoria Geral da União (CGU) para a análise de provas documentais que pudessem corroborar com o que já havia sido descoberto ao longo da apuração policial. Com base nos indícios e provas levantados, foi, então, solicitados à Justiça os mandados de prisão temporária e de busca e apreensão. A decretação custódia dos envolvidos seria para a complementação da fase de depoimentos, impedir o sumiço de provas, fuga dos implicados ou intimidação às testemunhas. 
Não revelado
Apesar da gravidade do fato, as autoridades não revelaram o montante que teria sido desviado dos cofres das prefeituras.

Fonte: Diário do NE