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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Irauçuba: água vira artigo de luxo.

                                                  

Água em Irauçuba esta se tornando um artigo de luxo, poucas pessoas tem acesso a ela em sua casa. Em grande parte das residências da sede há cerca de dois meses não pinga uma só gota nas torneiras. A CAGECE empresa concessionária do abastecimento, não dá a mínima satisfação para os clientes. E o pior é que conta é faturada mensalmente, mesmo sem o cliente ter o produto.

A escassez é grande que mesmo os caminhões que vendem água em vasilhames de mil litros, não conseguem atender a demanda. É preciso sorte ou amizade para conseguir comprá-la. Vender água nesta cidade transformou-se em um negocio muito lucrativo, um comércio de mercenários. O vasilhame de mil litros que até pouco tempo era vendido a R$ 25,00 hoje é comprado a R$ 30,00 ou R$ 40,00. Quem tem dinheiro ainda compra e quem não tem apela pra quem? Só pra Deus.

Na cidade, o estado que já pouco se faz presente, agora abandonou à população. Os poderes constituídos não estão funcionando. Promessas são muitas, o governo do estado promete a construção de adutora do açude Missí, mas ninguém sabe quando esta obra começa, muito menos quando terminará. Os poucos carro-pipas bancados com recursos federais não conseguem nem dar conta do abastecimento nas comunidades rurais.

O orçamento das famílias que já era pouco ou quase nada, agora  se torna ainda mais apertado. Na residência deste que vós escreve somente neste mês, já gastamos R$ 300,00 com  água. O equivalente a 8 m² no mês, ou 250 litros de água por dia. Até pouco tempo, os vendedores de água, vendiam em baldes de 20 litros que custava R$ 0,50. Hoje os mesmos já não vendem mais no "retalho" e os que vendem aumentaram o preço do galão de 20 litros para R$ 1,00.

A realidade pode ser nua e crua mas tem que ser mostrada, relatada para que todos saibam das agruras que uma população de uma cidade de 23 mil habitantes passa. No reveilon a população do Ceará assistirá a agilidade do estado em torrar dinheiro público. A prefeita de fortaleza não bancou a festa. Imediatamente o governo do estado assumi-a e a na fogueira do reveilon da praia de Iracema serão queimados dois milhões de reais do contribuinte cearense.

A quantia seria suficiente para contratar  200 carros-pipas por dois meses para abastecer as cidades do estado que sofrem com a seca. Mais infelizmente o interior não faz parte da agenda do governo do estado.