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terça-feira, 11 de setembro de 2012

Refugiados da Síria relatam horror a uma emocionada Angelina Jolie.

Admiro Jolie pelo seu engajamento na defesa e ajuda das pessoas que sofrem tragedias provocadas tanto pelo homem, bem como,  pela natureza.





Refugiados sírios em um acampamento na Jordânia fizeram nesta terça-feira relatos terríveis a respeito de civis incinerados na guerra civil de seu país à atriz e enviada especial da Organização das Nações Unidas (ONU) Angelina Jolie, levando-a às lágrimas.


"Crianças pequenas que foram perguntadas sobre o que viram descreveram partes de corpos separadas e pessoas queimadas sendo destrinchadas como galinhas. Uma menina de 9 anos de idade disse isso", contou Jolie a repórteres, depois de uma visita de dois dias ao acampamento de Zaatari, na Jordânia.

"Tem sido uma experiência muito pesada, porque você vem algumas vezes a estes campos e raramente os encontra quando cruzam a fronteira, e conhece as pessoas no momento em que se tornam um refugiado", disse ela, parando para se recompor. "Eles dizem: 'Com o passar do meses, não haverá mais nenhum de nós, nossas casas se foram, nossas famílias se foram'", acrescentou.

A ONU está a caminho de registrar mais de 250 mil refugiados em quatro países vizinhos em consequência do conflito de 17 meses na Síria, com mais de 100 mil chegando apenas em agosto - 85 mil destes estão na Jordânia. Em média, cerca de 2 mil sírios chegam a cada dia ao país, que já pediu ajuda internacional para lidar com o fluxo imigratório.

"O mundo está assistindo como se quisesse humilhar o povo sírio. Sentimos que estamos em um grande centro de detenção e zoológico, cercados, onde todo mundo vem para capitalizar com o nosso sofrimento", disse Musa Awadat, pai de seis filhos. "Não fugimos da Síria para vir aqui para outra prisão."

O chefe da ONU para refugiados, António Guterres, que visitou o acampamento com Jolie e o ministro de Relações Exteriores jordaniano, Nasser Judeh, disse que a visita foi uma mensagem ao mundo "para nos ajudarem e ao governo da Jordânia, a fim de investir pesadamente na melhoria das condições de vida dos refugiados neste acampamento".